Projetos e Parcerias

 

Historicamente, a cidade do Rio de Janeiro estruturou sua rede de qualidade do ar a partir de estações automáticas de referência, dotadas de alta precisão analítica, porém caracterizadas por elevado custo de aquisição, operação e manutenção, o que, por consequência, impunha restrições significativas à expansão espacial da rede e à cobertura homogênea do território municipal. Diante desse cenário, nos últimos anos o MonitorAr-Rio passou a incorporar iniciativas inovadoras e parcerias estratégicas voltadas ao aprimoramento da resolução espacial e da compreensão dos processos atmosféricos que influenciam na qualidade do ar da cidade do Rio de Janeiro.

 

DBE Centro

 

Em conformidade com a Declaração de Ruas Livres de Combustíveis Fósseis da C40, o Decreto Rio Nº 46.081 de 11/06/2019 e o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática da Cidade, que tem como uma de suas metas garantir que ao menos uma área da cidade tenha emissão zero de carbono, foi instituído e delimitado por meio da Lei Complementar n° 229/2021 o Distrito de Baixa Emissão (DBE) na região do Centro do Rio de Janeiro, com o objetivo de implementar ações de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de poluentes atmosféricos, de modo a promover a melhoria da qualidade de vida e da saúde, resultando em um ambiente mais atrativo para a população.

A redução das emissões na região do Distrito está associada à adoção de medidas como a requalificação urbana sustentável, implantação de ciclovias, o incremento da mobilidade ativa e limpa, o aumento de áreas verdes e incremento de arborização, a elaboração do plano de mobilidade limpa, além de projetos educativos para o engajamento da população, dentre outras atividades. Para auxiliar o atendimento e acompanhamento desses objetivos, foram implantadas 02 (duas) estações compactas de monitoramento no interior do distrito, com foco na avaliação espacialmente da qualidade do ar e no acompanhamento dos impactos diretos das políticas implementadas.

A SMAC, em conjunto com a C40 e a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento (SMFP), elaborou um Plano de Monitoramento da Qualidade do Ar, com o objetivo de avaliar sistematicamente os níveis de poluentes atmosféricos no DBE antes, durante e depois das ações previstas. Conheça o Plano de Monitoramento da Qualidade do Ar do Distrito de Baixa Emissão.

 

Breath Cities

 

O Município do Rio de Janeiro é parceiro da iniciativa global Breathe Cities, programa coordenado pela rede C40 Cities, Bloomberg Philanthropies e Clean Air Fund, que tem como propósito apoiar grandes cidades na redução da poluição do ar e das emissões climáticas por meio de ações baseadas em dados, políticas públicas e engajamento comunitário.

Dentro dessa articulação, o Rio de Janeiro aderiu oficialmente ao Breathe Cities em 2023 e, desde então, faz parte de uma rede de cidades que incluem metrópoles como Londres, Paris, Milão, Nairobi, Cidade do México, Joanesburgo, Bruxelas, Bogotá e outras que buscam reduzir em cerca de 30 % a poluição do ar até 2030 em relação a 2019, por meio de estratégias integradas de ação climática e ambiental.

Através deste projeto, foram recebidas 11 (onze) estações compactas de baixo custo, que foram distribuídas pela região do DBE Centro e de Madureira. Esses sensores foram instalados ao longo do primeiro semestre de 2025 e realizam medições contínuas de material particulado (MP2,5 e MP10), além de variáveis meteorológicas básicas (temperatura, umidade e direção do vento), ampliando significativamente a resolução espacial das informações disponíveis. Do ponto de vista regulatório, desde sua concepção, ficou claro que esses equipamentos não visam substituir as estações automáticas de referência, mas atuar de forma complementar, fornecendo um panorama mais detalhado da variabilidade espacial da qualidade do ar da cidade, a partir do adensamento dos pontos de monitoramento automático.

 

Veja a seguir o mapa com a localização das estações compactas de baixo custo instaladas através deste projeto.

 

Para detalhes sobre a localização das estações, clique na região desejada:

 

DBE Centro    |    Madureira

 

Google

 

No contexto de suas iniciativas globais voltadas à sustentabilidade urbana, ao enfrentamento das mudanças climáticas e ao desenvolvimento de cidades inteligentes, a Google já vinha direcionando esforços para o desenvolvimento e a aplicação de sensores compactos de baixo custo voltados ao monitoramento ambiental em diferentes partes do mundo. Nesse panorama, ao identificar o interesse do Município em ampliar sua capacidade de acompanhamento da qualidade do ar e em subsidiar políticas públicas orientadas por dados territoriais, a empresa reconheceu na cidade do Rio de Janeiro um laboratório urbano particularmente complexo e estratégico, em razão de sua expressiva diversidade geográfica, climática e socioeconômica, o que a configura como um ambiente privilegiado para a implementação, avaliação e validação de soluções tecnológicas inovadoras.

Durante o Urban 20 (U20), fórum internacional realizado na cidade em Novembro/2024 e que reuniu grandes cidades do mundo para discutir desafios urbanos no contexto do G20, a parceria avançou institucionalmente por meio da assinatura de uma carta de intenções, conferindo ao projeto legitimidade política, visibilidade internacional e segurança institucional para sua implementação, além de posicionar o Rio de Janeiro como uma cidade comprometida com a agenda climática, a inovação tecnológica e a cooperação internacional.

O projeto se concretizou com a definição da implantação de 21 (vinte e uma) estações compactas de baixo custo, que foram distribuídas estrategicamente por diferentes regiões da cidade, priorizando áreas com baixa cobertura histórica de monitoramento, elevada densidade populacional ou relevância ambiental e urbana, considerando ainda fatores como acessibilidade, segurança, infraestrutura para instalação, bem como outros critérios de instalação de estações de monitoramento recomendados pelo Guia Técnico para o Monitoramento da Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente e Clima.

Esses sensores foram instalados ao longo do primeiro semestre de 2025 e realizam medições contínuas de material particulado (MP2,5 e MP10), além de variáveis meteorológicas básicas (temperatura e umidade), ampliando significativamente a resolução espacial das informações disponíveis.

 

Veja a seguir o mapa com a localização das estações compactas de baixo custo instaladas através deste projeto:

NASA

 

O projeto de modelagem matemática da qualidade do ar do Município do Rio de Janeiro constitui uma iniciativa estratégica conduzida pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio de parceria entre o Instituto Pereira Passos (IPP), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) e a NASA, agência espacial estadunidense. Seu objetivo central é aprimorar a compreensão espacial e temporal da poluição atmosférica no território municipal, fortalecendo assim o suporte técnico à gestão ambiental da cidade. Informações acerca da ferramenta utilizada na parceria podem ser acessadas aqui.

Em 2019, o projeto estabeleceu um modelo que fazia a previsão (até 3 dias) da concentração de poluentes para as estações automáticas de referência existentes na cidade, e, nesta fase, a principal finalidade foi testar e consolidar metodologias matemáticas capazes de capazes de reproduzir o comportamento observado nas séries históricas, considerando a influência de variáveis meteorológicas e condições locais.

Já em 2024, o projeto passou a buscar a representação espacial da qualidade do ar em todo o Município do Rio de Janeiro, superando a limitação de análises restritas aos entornos imediatos das estações de monitoramento e mantendo a previsão de até 3 dias, a partir da data de consulta. A modelagem territorial é um importante instrumento de gestão ambiental, pois permite estimar gradientes de concentração, identificar áreas potencialmente mais expostas à poluição atmosférica e subsidiar análises integradas com dados urbanos, demográficos e de uso e ocupação do solo.

Desde 2025, o modelo passou a incorporar tanto novos poluentes quanto dados provenientes de sensores compactos de baixo custo. Essa etapa reflete a evolução recente das tecnologias de monitoramento ambiental e o reconhecimento do potencial do sensoriamento distribuído para aumentar a densidade espacial de informações.

As informações geradas pelo modelo de qualidade do ar subsidiam a elaboração do Boletim Diário de Qualidade do Ar, divulgado à população pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Em especial, os resultados das previsões são utilizados no item “Tendência da qualidade do ar para as próximas 24 horas”, contribuindo assim para a comunicação antecipada das condições esperadas.

 

Air Tracker

 

A ferramenta Air Tracker foi desenvolvida pelo Environmental Defense Fund (EDF) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro (SMAC) e se alinha diretamente ao esforço institucional de incorporar soluções inovadoras e baseadas em ciência para qualificar a análise e a interpretação da poluição atmosférica no território municipal.

O EDF é uma organização global sem fins lucrativos, reconhecida internacionalmente por sua atuação no enfrentamento das mudanças climáticas e no desenvolvimento de instrumentos técnicos voltados à gestão ambiental, sendo o Air Tracker uma de suas principais plataformas digitais voltadas à análise dinâmica da qualidade do ar.

O Air Tracker utiliza, de forma integrada, dados observacionais de qualidade do ar e modelos meteorológicos, especialmente relacionados à direção e velocidade dos ventos, para estimar a possível área de origem das massas de ar poluídas que influenciam uma determinada localidade em um dado momento. A ferramenta não tem como foco a apresentação das concentrações medidas, mas buscar contextualizar espacialmente a poluição observada, oferecendo uma leitura mais abrangente dos processos de transporte atmosférico que afetam a qualidade do ar em escala regional.

No âmbito da SMAC, a utilização da ferramenta Air Tracker representa uma iniciativa complementar aos sistemas tradicionais de avaliação da qualidade do ar e não visa substituir as redes oficiais nem os instrumentos regulatórios vigentes, até mesmo porque ela é parametrizada pelo dados gerados nas estações de monitoramento.

É importante ressaltar que as concentrações de material particulado apresentadas na plataforma correspondem a valores horários, de natureza instantânea, e, portanto, não são comparáveis diretamente aos padrões de qualidade do ar estabelecidos na legislação, os quais se baseiam em médias de 24 horas. Assim, o uso da ferramenta deve ser voltado à interpretação e diagnóstico de 2 anos para trás e não à avaliação formal de conformidade legal.

Outro ponto importante é que as indicações de possível área de origem da poluição fornecidas pelo Air Tracker são resultados de modelagem matemática, estando sujeitas às incertezas inerentes tanto aos modelos atmosféricos quanto aos dados meteorológicos utilizados.

A parceria da SMAC com o EDF reforça a estratégia da secretaria de ampliar o repertório técnico disponível para a análise da qualidade do ar, ao incorporar uma ferramenta que favorece a compreensão dos processos regionais de transporte de poluentes e a articulação entre diferentes escalas espaciais. Ao integrar informações observacionais e modeladas, o projeto contribui para o aprimoramento da leitura técnica da poluição atmosférica, para o fortalecimento da cooperação institucional e para o alinhamento do Município do Rio de Janeiro às melhores práticas em gestão ambiental baseada em dados e evidências científicas.

 

Para acessar a ferramenta Air Tracker, clique aqui.

 

A Secretaria Municipal do Ambiente e Clima (SMAC) é o órgão central executivo responsável pela gestão, planejamento, promoção, coordenação, controle e execução da política de meio ambiente no município do Rio de Janeiro.

 

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