Capivara agredida na Ilha do Governador volta à natureza

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Publicado em 21/05/2026 - 14:32  |  Atualizado em 21/05/2026 - 14:32
A escolha do local considerou diversos fatores, como o fato de a área ter menor risco de atropelamento. Foto Rafael Jannuzzi/ Prefeitura do Rio

Patrulha Ambiental, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, promove a soltura do animal

A equipe da Patrulha Ambiental, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), soltou, nesta quarta-feira à tarde (20/05), a capivara brutalmente agredida na madrugada do dia 21 de março na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. O novo lar do animal é uma reserva ambiental na Zona Oeste da cidade.

A escolha do local considerou diversos fatores, como o fato de a área ter menor risco de atropelamento e acesso restrito de pessoas, reduzindo a chance de a capivara sofrer estresse por excesso de visitação. Além disso, a área em questão é ambientalmente protegida e adequada com características populacionais da espécie que reduzem o risco de brigas territoriais.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Livia Galdino, destacou que os agressores são minoria na população da cidade e enfatizou o trabalho da Patrulha Ambiental:

— A capivara é o maior roedor do mundo e costuma ter comportamento pacífico com outros animais e até mesmo com os humanos, quando vivem em áreas urbanas. A população do Rio de Janeiro, de modo geral, gosta, tem empatia e se preocupa bastante com os animais silvestres e domésticos; o que houve com esta capivara foi uma exceção. O trabalho da Patrulha Ambiental é de suma importância e a Secretaria de Meio Ambiente está sempre à disposição para realizar a proteção de espécies da fauna e flora da cidade.

A agressão contra o animal, um macho adulto de cerca de 64kg, foi registrado por câmeras de segurança. O roedor foi encontrado com vida em um terreno baldio, sendo resgatado pela Patrulha Ambiental. A capivara recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada à Clínica de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Estácio, em Vargem Pequena. O estado do animal era grave, com risco de morte, precisando ser sedada para a realização dos procedimentos iniciais por reagir às tentativas de tratamento. A capivara sofreu traumatismo craniano, além de outras feridas na cabeça e nas costas.

O novo lar do animal é uma reserva ambiental na Zona Oeste da cidade. Foto Rafael Jannuzzi/Prefeitura do Rio

Crime contra animais silvestres

No Brasil, o crime contra animais silvestres é regido principalmente pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), que proíbe caçar, matar, apanhar, vender ou manter em cativeiro espécimes da fauna silvestre sem autorização, com penas de detenção de seis meses a um ano e multa. Maus-tratos, abusos ou ferimentos também são criminosos, sujeitos a multa e detenção. Em casos de maus-tratos ou animais silvestres em risco, acione a Central 1746.

A Secretaria Municipal do Ambiente e Clima (SMAC) é o órgão central executivo responsável pela gestão, planejamento, promoção, coordenação, controle e execução da política de meio ambiente no município do Rio de Janeiro.

 

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