Grupo de Trabalho Rio Maracanã se reuniu, nesta terça-feira, 24/2, para a apresentação dos resultados da segunda etapa dos trabalhos. Foto: Luís Lobo / Divulgação
Órgãos da administração pública e universidades que também compõem o Grupo de Trabalho compartilham pesquisas e diagnósticos
Criado em 2025 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), o ‘Grupo de Trabalho Rio Maracanã’ se reuniu, nesta terça-feira, 24/2, para a apresentação dos resultados da segunda etapa dos trabalhos. Integrado também pela Fundação Rio-Águas, Concessionária Águas do Rio e instituições acadêmicas cariocas, o grupo tem como metas estudar e propor a requalificação de trechos do Rio Maracanã e entorno; sugerindo, assim, alternativas e manejo de águas com soluções baseadas na natureza e requalificação das margens. O rio, que atravessa bairros as comunidades do Borel, Formiga, Indiana e Casa Branca, possui grande potencial ambiental, social e cultural.
Durante a reunião, as universidades, concessionária de água e órgãos da administração municipal estiveram reunidos para compartilhar pesquisas, diagnósticos e caminhos viáveis tecnicamente.
“Renaturalizar o Maracanã não é apenas uma intervenção ambiental isolada. É falar de adaptação climática, drenagem urbana, redução de enchentes, qualidade de vida para moradores e reconexão da cidade com seus rios. Vamos seguir construindo com responsabilidade e planejamento o sonho de um Rio Maracanã renaturalizado”, destacou a secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula.
Propostas de estruturações
No encontro, a Concessionária Águas do Rio, UNESA, UNIRIO, PUC e UFRJ, que integram o grupo, apresentaram suas contribuições para a estruturação de uma proposta que atenda os objetivos do GT. A Águas do Rio apresentou ações de despoluição permanentes implementadas pela concessionária. Entre as universidades, a UNIRIO mostrou um projeto de cunho socioambiental e uma biblioteca virtual, enquanto a UNESA propôs um espaço de educação ambiental, além de atividades culturais. Já a UFRJ compartilhou resultados das propostas de médio e longo prazos, formuladas pelos alunos de mestrado em Arquitetura Paisagística para trechos específicos, mais detalhados, e uma consolidação dessas ideais para o rio todo.
Anteriormente, o GT havia desenvolvido um Diagnóstico Básico, disponível no site da SMAC, que incluiu relatórios de vistorias no trecho entre o Terminal da Usina e a Praça Xavier de Brito, análise de dados sociodemográficos das comunidades vizinhas, análise de macrodrenagem da Fundação Rio-Águas e estudos produzidos por universidades. A Secretaria de Meio Ambiente e Clima já atua no local com o programa Guardiões dos Rios, que consiste em fazer a limpeza e retirada manual dos resíduos sólidos ao longo do Rio Maracanã, mas sempre dentro de suas comunidades.
Em breve, a pasta vai disponibilizar uma biblioteca digital com estudos, fotos, dentre outros materiais; além de chamadas para oficinas, plantios, encontros e reuniões públicas.











