História do Programa MonitorAr-Rio
O Programa MonitorAr-Rio foi concebido no ano de 1999 e implantado no ano de 2000, no âmbito da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como resposta à necessidade de se institucionalizar, no Município do Rio de Janeiro, um sistema contínuo, confiável e tecnicamente consistente de monitoramento da qualidade do ar.
A implantação inicial da Rede Municipal de Monitoramento da Qualidade do Ar ocorreu por meio da aquisição e instalação de 4 (quatro) estações automáticas fixas de referência em Copacabana, Centro, Tijuca e São Cristóvão, todas constituídas por analisadores baseados em metodologias homologadas internacionalmente. Essas estações foram estrategicamente distribuídas na região centro-sul da cidade, considerando critérios técnicos como densidade populacional, tipologia de fontes emissoras, características de uso e ocupação do solo e condições meteorológicas predominantes.
A primeira fase da rede também contou com uma Unidade Móvel de Monitoramento da Qualidade do Ar, equipada com analisadores de referência equivalentes aos das estações fixas, permitindo a realização de campanhas temporárias em áreas onde ainda não haviam sido instaladas estações fixas de monitoramento. A unidade móvel passou a desempenhar papel relevante em estudos de diagnóstico ambiental, avaliação de impactos localizados associados a grandes obras e eventos, investigações técnicas demandadas por processos de licenciamento ambiental e ações de fiscalização, além de apoiar o planejamento da expansão futura da rede fixa.
Em 2011, o MonitorAr-Rio passou por um processo estruturado de expansão, modernização tecnológica e requalificação operacional, alinhado às diretrizes nacionais e às boas práticas internacionais de monitoramento da qualidade do ar. Essa segunda fase incluiu a ampliação do número de estações fixas, a substituição e atualização de analisadores por equipamentos de maior sensibilidade e estabilidade metrológica, a modernização dos sistemas de aquisição e transmissão de dados em tempo quase real e o aprimoramento dos protocolos de calibração, validação e garantia da qualidade da informação. A expansão de 2011, com a instalação de mais 4 (quatro) estações nas regiões norte (Irajá) e oeste (Bangu, Campo Grande e Pedra de Guaratiba), permitiu maior cobertura territorial, incremento da confiabilidade estatística das séries históricas e fortalecimento da capacidade analítica da SMAC na avaliação da dinâmica da poluição atmosférica urbana.
A partir de 2023, o programa entra em uma nova fase, na qual a SMAC tem estudado a possibilidade de adensamento da rede de monitoramento automático da qualidade do ar a partir da utilização de sensores compactos.
Assim, ao longo de mais de duas décadas, o MonitorAr-Rio se consolidou como um programa estruturante da política ambiental municipal, caracterizado por robustez técnica, continuidade operacional e alinhamento com padrões nacionais e metodologias internacionais de monitoramento da qualidade do ar, desempenhando papel estratégico na proteção da saúde da população, no suporte à tomada de decisão governamental e na promoção do desenvolvimento urbano sustentável da Cidade do Rio de Janeiro.











